Carrego o peso do mundo nos meus ombros. Relembro os passados momentos de mocidade alegre sem ressentimentos, porém os meus saudosos olhos não transcrevem todos os sentimentos que me trespassam a alma. Sou nova, e a vida devia ser tão leve que o cantar dos pássaros seria a maior controvérsia no meu caminho e o sono seria o país de sonhos intermináveis onde a felicidade paira no ar. Mas o mundo é cruel e a vida pesa. E neste país de pormenores infindáveis em que cada novidade é um campo minado de problemas infindáveis não há fundamentos para suspiros ou sorrisos.
O mundo é pesado para quem o carrega nos ombros. Mas, afinal, de todos é a vez de, por maior ou menor delonga, carregar o seu ridículo peso, saudando os felizes com o seu interminável desespero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário