O receio de sorrir
Mais do que medo, é maneira de prevenção.
Quando sorrimos, abrimos a janela do mundo
E todos são convidados a entrar.
E são momentos brilhantes
Cheios de fogo de artifício e danças contentes.
Um dia, os convidados vão-se
E, por momentos, o silêncio é fantástico.
E ficamos a flutuar naquela sensação calmante,
A reflectir sobre as emoções passadas.
Um dia as emoções não passam de fotografias deslavadas
E acordamos velhos, cheios de belas memórias
Mas o sorriso foi-se, a porta selou-se.
Um dia serei um velho sem memórias
E quando já não poder mais sorrir
Recordarei os dias que permeneci sério
Vitima do medo de sorrir.

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